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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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VILLA 31: DE FAVELA A NOVO BAIRRO DE BUENOS AIRES

Mäyjo, 12.07.17

Villa 31

A Villa 31 é a favela mais antiga e famosa de Buenos Aires, que não só não desaparece como também continua a crescer em pleno coração da capital argentina. Vivem aqui mais de 40.000 pessoas, o dobro do que há 15 anos.

 

Este bairro da lata, que deve as suas origens à crise de 1930, está separado pelas linhas de comboio do bairro mais caro de Buenos Aires – a Recoleta. O contraste é brutal. De um lado, ruas de terra batida, um emaranhado de fios eléctricos, e labirinto de construções amontoadas em construções de tijolos que chegam aos quatro, cinco andares, casas ilegais, sem alvará, nas quais ninguém paga pela luz nem pela água. Do outro, lojas de design, cafés e prédios luxuosos estilo parisiense.

Ignorada pelas autoridades durante décadas, a Villa 31 está prestes a ser sujeita a um plano de urbanização no valor de 400 milhões de dólares, que deverá ser concluído em 2019. O objectivo é desenvolver habitação, sistema eléctrico e sistema de esgotos, pavimentação das vias, sistema de recolha de lixo e construção de áreas de lazer (entre elas a reconversão da via rápida que atravessa o bairro num grande espaço verde inspirado no projecto da High Line em Nova Iorque).

Na Villa 31, onde quase metade da população são imigrantes de Peru, Paraguai e Bolívia, apenas 27% dos jovens tem ensino médio completo, bem abaixo dos 80% para todas as Buenos Aires, pelo que uma das prioridades das autoridades locais também é reduzir a taxa de desemprego de quase 50% e quase inexistência de serviços públicos, como escolas.

O governo da cidade já anunciou, aliás, que vai levar para a Villa 31 todos os seus serviços educativos, assim como 1.500 funcionários públicos, uma forma de integrar a cidade e a favela, que passará a chamar-se Barrio 31. 

Numa cidade onde 8% da população vive em guetos como este, o município pretende “regularizar o que era informal”, disse à agência France Presse Diego Fernandez, responsável pela Integração Social e Desenvolvimento Urbano de Buenos Aires. “Vamos tentar transformar este bairro quase numa cidade europeia, com casas baixas e ruas estreitas. Queremos fazer com que as pessoas da cidade venham para cá. O bairro tem muito valor, existem legumes aqui que não se encontram em qualquer outro lugar da cidade, aqui vende-se de tudo”.

Comprovando a transformação em curso, o BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento (um dos financiadores do projecto) vai abrir aqui o seu escritório argentino num prédio construído por trabalhadores locais e a McDonald’s também já confirmou que planeia abrir um restaurante no bairro 31.

Foto: Creative Commons

 

PRAIAS FLUVIAIS DE PARIS FECHADAS UMA SEMANA DEPOIS DE ABRIREM

Mäyjo, 05.07.17

canal de l'Ourcq Paris

Foi uma das grandes inaugurações de Paris este Verão, e a presidente do Município, Anne Hidalgo, declarou-as “um sonho tornado realidade” durante a inauguração. E população aderiu em massa, formando-se longas filas à espera para tomar um banho no Sena. As novas praias fluviais recebiam cerca de 300 banhistas de cada vez.

 

Mas esta semana as autoridades fecharam as praias até nova ordem, devido à qualidade da água ter sido declarada insatisfatória. Não foram avançadas mais explicações mas, segundo o jornal The Guardian, uma rádio local apontava culpas às chuvas que caíram no fim de semana e que causaram valores acima do permitido de ‘enterococcus’, bactérias de origem fecal e urinaria. Como não sabemos.

Foi sem dúvida um rude golpe para a cidade, depois de 10 anos de esforços, para limpar as águas do canal. Sobretudo quando a presidente já declarou que quer ter as águas do Sena completamente limpas em 2024, ano a que a cidade se candidatou a receber os Jogos Olímpicos. Para que todos possam tomar banho a ver a Torre Eiffel. Ou não…

Foto Wiki Commons

 

SECA OBRIGA ROMA A FECHAR AS TORNEIRAS 8 HORAS POR DIA

Mäyjo, 04.07.17

Fontana di Trevi Roma_

Os efeitos da seca que se faz sentir nalguns países europeus, Portugal incluído, teve, para já, uma consequência extrema: as autoridades da região da Lázio decidiram que não se irá continuar a explorar as águas do lago Bracciano, um dos que abastece Roma, privando assim a capital do país de água durante oito horas, um terço do dia. A Acea, empresa que gere o abastecimento, avisou por seu turno que o racionamento terá de acontecer em turnos alternados, que tanto podem acontecer de noite como de dia.

 

“Assistimos a uma tragédia” referiu o presidente da Lázio, Nicola Zingaretti, quando decidiu interromper a utilização do lago, a cerca de quarenta quilómetros da capital, e cujo nível de água desceu já 1,5 metros, colocando em perigo o equilíbrio ecológico na zona.

Segundo o La Repubblica, a Itália está sob a maior seca dos últimos 200 anos.  E desde o tempo dos imperadores romanos, e dos grandes aquedutos, que a cidade eterna nunca tinha sentido tão gravemente os efeitos de uma seca. 

Foto Creative Commons

 

Artistas urbanos pintaram a fachada de 209 habitações

Mäyjo, 22.06.17

foto_1A ARTE URBANA QUE UNIU UMA COMUNIDADE

NOVA IORQUE: CAIXOTES DO LIXO PODEM FUNCIONAR COMO HOTSPOTS DE WI-FI

Mäyjo, 20.06.17

lixo_SAPO

A empresa norte-americana Bigbelly quer transformar os caixotes do lixo de Nova Iorque em hotspots de wi-fi, de acordo com o Mother Nature News. Segundo o site, a empresa de Massachusetts já instalou equipamento de wi-fi em vários em vários dos ecopontos e compactadores de lixo da Grande Maçã, numa primeira fase de testes.

 

O equipamento é alimentado por energia solar e poderá ser uma realidade assim que alguns problemas logísticos forem resolvidos. Um deles é o facto de os vários edifícios e torres de escritórios poderem facilmente bloquear o sinal. Talvez por isso, Times Square é uma das zonas onde decorre a fase de testes.

Ainda assim, nada que preocupe a Bigbelly. A empresa já comercializa soluções de armazenamento de resíduos de grande capacidade, cujos sensores avisam os departamentos e saneamento da altura certa para que estas estações sejam esvaziadas. Assim, o processo de acrescentar painéis solares e wi-fi não foi demasiado complexo.

Segundo a Bigbelly, dois dos caixotes do lixo com wi-fi instalados em Wall Street tiveram níveis de produtividade – no que toca a sinal wi-fi – bastante interessantes, o que prova que o programa tem tudo para ser um sucesso.

O Mother Nature News revela que, nos próximos meses, novos caixotes e ecopontos receberão o equipamento wi-fi. Uma pequena vitória para a empresa de Massachusetts.